Something about nothing with a little of anything…

21/04/2009

Desabafo

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 17:23

Olá de novo pessoal que lê meus textos, hoje estou aqui para um desabafo direto. Me sinto muito inquieta, não só hoje, tenho um “desassossego” natural dentro de mim. Hoje estava pensando em como a juventude é morta, principalmente comparando-se a um tempo atrás. Posso estar errada, não sei, essa é uma idéia que me surgiu a apenas alguns instantes. “Antigamente” (ôôÔ expressão chata) as pessoas iam às ruas, protestavam, sei lá, se mexiam! As crianças brincavam juntas de sei lá o que, de tudo. Mas agora…. a criançada fica na frente da tv e do pc e o mais perto que chegam de alguma aventura é através de um jogo ou um filme ¬¬. Os jovens? Só dormem, bebem, ficam na internet, trabalham (em geral no que não gostam) e “zoam” com o sexo oposto (ou com o mesmo Oo). Não consigo me conformar que a vida passa e a gnt envelhece e acaba não fazendo nada de emocionante… O que mais acaba comigo é não ter o que fazer, não sei você, mas quando fico em casa a toa como muito mais do que necessitaria… e dá o maior tédio…

Eu achava que essa inqueitude interior fosse tempo oscioso,  e talvez seja mesmo… e então antes eu queria muito trabalhar, mas agora já me libertei dessa idéia, não quero mais. O que na verdade é um problema, porque toda fonte de renda que já arrumei até hoje, me parece muito empolgante no começo mas logo vira muito chato e eu já to querendo sair fora…

*.* (suspiro) preciso de algo (que eu goste, é claro) no que me empenhar “/

Vou me então, agora ocupar meu tempo em algo construtivo, não que escrever no blog não o seja hahaha, mas é que já terminei esse post por sinal…

Feito o desabafo, e obrigado a você que leu!

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19/04/2009

Mulher de fases…

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 17:56

Às minhas fases…

Complicada e perfeitinha você me apareceu, era tudo o que eu queria…

Complicada? Sim, pelo menos lua3para mim. Perfeitinha? ¬¬ Para mim não, e com certeza para você também não. Mas uma mulher de fases eu sempre fui (mesmo quando, em algumas classificações, ainda era só uma garotinha), e caso mesmo com 18 anos ainda não seja uma mulher, venho me corrigir, dizendo que sempre fui uma GAROTA de fases.

Hoje por acaso me lembrei de uma das minhas fases e em seguida fui me lembrando de muitas outras. A primeira de que lembrei foi quando eu escrevia nos cadernos escolares de baixo para cima (e logo em seguida comecei a escrever também primeiro no “verso” da folha, mas não, eu não imitava os mangás, eu nem os conhecia). Era difícil entender meu caderno, ja que no começo do semestre eu escrevia do jeito convencional…rsrs O que eu pretendia com isso? Nada, só achava mais legal.

Tive também a fase da obsessão por emagrecer. Nessa tive altos e baixos, os altos foram em duas fases: a do exercício físico e da alimentação “controlada”. Quando fazia os exercícios para emagrecer, pulava corda por uma hora, às vezes quase duas, sem interrupção (é claro que cheguei lá aos poucos, porque no começo não tinha resistência). Um pouco adiante fui adicionando as abdominais depois depois do exercício aeróbico, dividia em sessões, quase 100 abdominais. Quando “regulava a alimentação”, no auge da maluquice passei 3 dias seguidos comendo apenas 1 maçã e um prato de salada (¬¬ hj não consigo nem me imaginar fazendo isso de novo), nos dias mais normais, apenas parava de comer às 5 da tarde, não comia doce, reduzia drásticamente as massas, etc. Já nos “baixos” era menos rigorosa, apenas regulando rigorosamente as calorias ingeridas (lendo os rótulos que tudo que tivesse um).

Tive a fase de aprender Inglês, ficava decorando e traduzindo músicas obsessivamente.

Tive a fase de usar roupas rasgadas na escola (hahahahahah não vou nem comentar, mas não se trata da calça rasgada que eu uso às vezes na faculdade, essa calça não é daquela época)

Tive a fase de achar que meus pais não tinham razão em absolutamente nada.

Tive a fase de não ter nenhum amigo.

Tive a fase da farra.

Tive a fase da ótima aluna.

Tive a fase de ter medo da hora de dormir.

Mas tem uma coisa que eu ainda acho que é para sempre: Acho que nunca vou querer ter o cabelo de uma cor só!

hahaha

Você também é composto(a) de fases? (Acho que sim)

16/04/2009

Os olhos não falam (?) Parte II

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 17:11

Não me diga que os olhos não falam. Vai dizer que nunca leu um olhar? É impossível nunca ter sido tocado por um olhar, seja ele desejoso, repreensivo, magoado… O encontro de dois olhos estabelece uma ligação difícil de explicar. “Diz a lenda” que os olhos são as janelas da alma… Já pensou alma olhando diretamente para alma? Como poderia isso ser superficial?

Por que às vezes é tão difícil olhar nos olhos de uma determinada pessoa? Outras vezes é difícil olhar nos olhos de QUALQUER pessoa. É quando fechamos as janelas da alma e não queremos que ninguém a veja no momento. Como se dissessemos algo do tipo “não há vagas” ou “fechado para visitas”… Os olhos são expressivos, falam por si sós. Hoje li na página do orkut de uma pessoa querida por mim a seguinte frase: ” Quem não compreendende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação”. Eis uma frase que fala por si só.

Nas minhas poucas aulas de teatro e muitas outras de tae kwon do, às vezes fazíamos tipo de “treinamentos” com o olhar, que com certeza fazem toda a diferença tanto na hora de uma encenação como na hora do combate.

Repare que pessoas (tanto as que SÃO como as que ESTÃO)  inseguras e/ou com baixa auto estima têm muita dificuldade em olhar nos olhos… Não sei porque… Repare também (esse é um exercício interessante, na minha opinião) nos olhares das pessoas enquanto caminha na rua, poucas olharão fundo nos seus olhos, algumas perceberão que você está as fitando e fitarão de volta, como que aceitando uma certa ligação momentânea e outras fingirão que não viram e logo procurarão outro foco para seus olhares. Isso porque de certa forma, ser “encarado” por alguém desconhecido causa um certo desconforto, assim sendo cada um reage de uma forma e confome seu estado de espírito. Eis mais uma prova de que os olhos de certa forma, têm uma linguagem própria (que talvez só eles mesmos entendam, ou talvez não, nesse caso podemos exercitar nossos olhos para ficarmos mais “poderosos” assim como alguns exercitam seus abdomens para ficarem mais atraentes), caso contrário, todos olhariam do mesmo jeito a todo momento, e não de uma forma completamente particular em cada pessoa e em cada momento…

Agora falta o texto III, para que vocês entendam meu propósito entrando em tamanha contradição, que foi sim, propositalmente!

Não perca no próximo episódio, nesse mesmo blog… rsrsr

\o/

14/04/2009

Você…

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 23:53

De cima do seu salto alto não enxerga as pessoas que andam de tênis.

Com seus assuntos, sempre tão interessantemente vazios, acaba se esquecendo de que o outro também tem vida, consequentemente uma história, e também tem uma boca para falar.

Se sente mais importante porque a mensalidade do seu curso é mais cara.

Você olha tanto para o seu próprio umbigo que acaba não percebendo que o seu vizinho, e o resto do mundo, também têm umbigos, e que provavelmente são parecidíssimos com o seu.

Você cuida tanto de fulana, mas já contou que pensa em beltrana…

Querendo ser autoritária, se esquece de que também teve infância.

Você fala tanto de religião que não tem tempo para praticá-la.

Você usa uma máscara tão espessa na frente de todo mundo, que provavelmente se esquece de esconder suas lágrimas do espelho, quando está sozinho.

Você passa tanto tempo trabalhando para ter bastante dinheiro, que acaba sem tempo para gastá-lo.

Gasta muita vida vivendo mediocremente, sufocando o próprio coração para que não fale mais dos sonhos. Depois diz que não há como mudar sua realidade.

Por outro lado, você, que tem a testa franzida de tão sério, é capaz de acordar no meio da noite e se levantar só para acender um simples fósforo para dissipar minha escuridão (E eu nunca vou esquecer atitudes como essa).

Em contrapartida… Você ocupa tanto sua cabeça com raiva da temporária falta de internet no seu computador, que não percebe que sua mãe está carente da sua atenção.

Se preocupa tanto em comprar as futilidades que recheiam sua bolsa de marca, que acaba não vendo os que nem bolsa (nem barata) têm.

Não percebe que seu diploma está velho, provavelmente já carunchado, e você precisa se reciclar porque o mundo é vivo.

Você passa tanto tempo remoendo suas mágoas que, aliás, já estão fazendo seu 3° aniversário, que não percebe que está causando novas mágoas a outras pessoas.

Você não percebe que seu célebre silêncio apenas denuncia seu desespero.

Não percebe que o modo como repreende incentiva o erro

Você não percebe que seu amor exagerado sufoca, espanta.

10/04/2009

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 09:25

Como foi dito antes, vou aos poucos me apresentando melhor, eis um texto que fala de uma parte de mim.

Escrever esse texto merece ser feito dentro de uma sagrada capela, e se assim fosse, com certeza ele ficaria muito melhor. Mas como não há uma capela aqui agora, com toda sua magia e silêncio, faz-se de cenário, meu quarto, mais precisamente o chão, com uma vela acesa na minha frente.

Compartilho com meus leitores agora um lado muito especial meu, que na faculdade (ao contrário do que deveria ser) acho que ninguém conhece e na verdade na vida toda poucos conhecem. Esse é meu lado espiritual, capaz de contemplar o silêncio, o fogo e o invisível. Pequeno Príncipe dizia, e continua o fazendo para quem se lembra dele (aliás, muito sábio esse garotinho) que o essencial é invisível aos olhos. – Talvez seja por isso que as melhores sensações sejam sentidas de olhos fechados, ou não precisem da visão para acontecer. É o caso da doçura de um beijo sincero que é capaz de atravessar a carne e chegar até o coração, é o caso de um simples toque, que pode ser inexplicavelmente bom. Ou até mesmo a singela imaginação dessas situações. É também como sentir o invisível, sentir a pele arrepiar por inúmeras vezes por ocasião de sua presença (benigna). E por aí iriam outros exemplos de que ótimas sensações não utilizam a visão. – O invisível é tão presente e especial que o descobrir, com certeza foi uma das melhores coisas que já aconteceram na minha vida.

Voltando ao meu lado espiritual, o qual acabei por perder um pouco na sua não tão breve introdução, compartilho agora sobre o momento mais especial da semana pra mim. A comunhão. Momento magnífico em que eu me transformo completamente e o qual vivi hoje. Meu sentimento pela comunhão, o corpo e sangue de Cristo, é indiscritível. Por isso espero não haver aqui nenhum comentário riducularizando isso. Na hora da Santa Missa é uma parte tão especial, que acaba me intrigando todas as vezes. Como quando se surpreende com algo, mas essa “surpresa” sempre acontece como se fosse a primeira vez. Perfeita fusão de História, mistério, amor e magia algo mais, é impossível para mim, não contemplar a Eucaristia com todo o respeito. Não tentarei por meio de palavras descrever o quanto meu coração se dobra nesse momento, porque apesar de ser incontestável o grande poder da palavra, nem todos os sentimentos, nem tudo foi nomeado (e nunca será). Então infelizmente talvez o caro leitor não sinta o mesmo sabor e não dê o mesmo valor na Eucaristia apartir do momento em que é lindamente consagrada no altar até quando se desfaz sobre a língua (momento em que se é em Jesus enquanto Ele é em você).

euc2Nesse Tríduo Pascal que ontem se iniciou, seria bom lembrar-mos que a Páscoa é muito mais do que ovos de chocolate, família reunida,etc.

E não, não estou me esquecendo do outro texto que eu ainda vou postar (rs), e também não estou tentando fazer suspense, não é nada de mais, caro leitor (que penso eu que deve estar se resumindo a umas três pessoas ainda srsrs) tenham paciência comigo 🙂

09/04/2009

Filed under: Something... — Ana Cláudia @ 16:26

Eu sei, eu sei, esse texto deveria ser o segundo do grupo de três conforme eu disse no post anterior, mas confesso que aquele ainda está sendo gerado no meu íntimo, ainda está crú (não sei se essa palavra tem acento mas arrisco que sim e devo estar certa…) e sinto eu uma imensa vontade de compartilhar outra coisa com vocês.

Nem me apresentei direito, conforme eu ainda acho que deveria ter sido feito no primeiro texto mas mudando de idéia, isso é algo que eu farei ao longo de toda a existência desse blog, pois sinto que não posso quebrar a ordem cronológica do meu ser, o que me leva a quebrar uma sequência que eu julgo lógica para as postagens.

O que sinto necessidade de compartilhar então é uma questão que me intriga desde uns poucos anos que eu não sei exatamente quantos. A questão é: Quantos de vocês sentem ou já sentiram que o corpo limita a alma? Que o corpo impede a alma de voarimages? Eu sinto isso! Conversei com algumas pessoas sobre essa sensação mas sinto que não fui compreendida.  O que me leva a crer que reparei numa coisa que passa despercebida para a maioria das pessoas.

Isso é sério, não estou inventando, vivo com essa sensação de tempos em tempos, porque como não consigo uma solução, assim, me vejo obrigada a deixar a questão para lá para não sofrer. Oo

Por favor me respondam, vocês me entendem? Oo

Os olhos não mentem (?)

Filed under: Something...,Uncategorized — Ana Cláudia @ 12:11

Tanto se fala dos olhos, o brilho dos olhos, a luz dos olhos, o encontro de olhares… Tão pouco os olhos falam, tão nada eles contam. As pálpebras falam mais do que eles, e alguém fala da linguagem das pálpebras?
Os olhos não mentem. Os olhos não mentem?
Quando são olhados de perto e profundamente (do jeito supostamente romântico) mostram na verdade uma intransponível barreira, ao invés de janelas abertas para a alma. Olhos são concretos, misteriosos, contém segredos da vida. Talvez em alguma parte deles sejam guardadas imagens inesquecíveis já vistas, mas mesmo assim eles não falam.
Cuidado com a verocidade do que se lê nos olhos alheios porque olhos não mentem mas também não mostram a verdade, olhos não falam.

(Esse na verdade é o primeiro texto de um grupo de três, depois dos dois próximos você vai entender)

07/04/2009

Os problemas caminham junto com suas soluções

Filed under: Something... — Ana Cláudia @ 23:16

Tem alguma coisa errada. Isso é certo. Para todo problema há uma solução. A menos que não seja um problema. E se não é o problema, é a solução! Pois então qual será a solução para o meu problema? Ou talvez o problema para a minha solução? Pois então qual é o problema (ou a solução)? A falta de concentração. Falta de concentração em que? Falta de concentração em tudo. Em tudo o que? Em tudo nada, pois não a tenho em nada a não ser em não tê-la. Por não haver nada o que fazer, muitas tarefas foram inventadas. Todas importantes. Ou melhor, todas com o mesmo nível de importância. E qual é esse nível? Nenhum. Pelo fato de nada ter importância, faz-se importante dar toda a importância a todas as coisas.

Por não haver uma ordem de importância (ou de “desimportância”) não sei por onde começar, já que se deve começar por onde for mais importante. Assim não sei qual das tarefas executar primeiro e então tento todas ao mesmo tempo. Porém não há espaço para todas. Então tenho que mudar de estratégia. Agora então uma de cada vez… Quando começo uma, penso logo na outra, e esta me parece mais interessante, então troco logo de atividade.

Muito bem, mais uma obra inacabada nessa vida. Sem problemas, isso não muda nada. Nada o que? Nada nada. O que é nada? Nada é tudo, nesse mundo tão hipócrita. Hipócrita em que? Hipócrita em tudo, talvez até em dizer que é hipócrita.

De que adiantou se fazer tudo se nada foi feito de fato? Nada se resolveu, quando se tentava resolver tudo. Porém, o objetivo está sendo parcialmente alcançado. Que objetivo? O objetivo de se passar o tempo. Só isso? Tão simples! Não, o objetivo de se passar o tempo sem a sensação de que ele está se passando em vão. O que é objetivo? Uma coisa que se almeja para se obter realização. E para que isso? Para se esquecer da hipocrisia, talvez. Esse texto tem um objetivo? Sim, é claro. Fazer o leitor se sentir um bobo por lido até aqui? Não, é claro. O objetivo é resolver o problema. Que problema? ¬¬ O problema que deu origem ao texto, que foi citado no começo.

Um problema é também a confusão desse texto não é? Seria ele um diálogo? Não sei. Tire suas próprias conclusões. Na possibilidade de ser um diálogo, quem são os interlocutores? Eu e eu mesma. ¬¬’ . E qual é a diferença entre você e você mesma? Eu sempre tenho as perguntas, todos os minutos da minha existência, fervilhando na minha mente. E eu mesma sou outra parte de mim que procura responder minhas perguntas, mesmo sabendo que algumas respostas estão erradas e não sabendo as respostas certas. Por que age (ou agem) dessa forma? A resposta para essa pergunta apenas uma terceira Ana tem. Onde está ela. Ainda não existe.

Mas o fato de o texto se assemelhar a um diálogo (ou um monólogo) não é o problema. O problema é a falta de concentração não é? Errado. Esse era só um pretexto. Um ponto maximizado dentro de um grande problema. E qual é o grande problema? É grande demais para ser visto ou contado. Talvez a terceira Ana pudesse explicar. Mas na verdade o problema foi sim, em parte, resolvido. E nesse momento se torna então a solução. Porque vira agora o primeiro texto do meu blog. Porque seria um grande problema escolher qual seria o primeiro texto. Já que o primeiro deveria ser especial por algum motivo, não? Não tenha certeza. Mas o primeiro diria, ao menos supostamente, algo sobre o autor, mesmo que apenas nas entrelinhas, não? Um autor que é desconhecido pelo leitor. Ooouu não… Não tenha certeza…

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