Something about nothing with a little of anything…

31/05/2009

A matemática humana do x

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 12:39

matematica

Um x sozinho é só um x

(assim também são os humanos).

Mas a Matemática não é inerte,

as equações estão sempre sendo resolvidas, mesmo que de forma errada

(assim também funciona a vida dos homens).

Então às vezes o x vem junto com outra incógnita,

formando um xy, por exemplo.

Então já não é mais um simples x sozinho.

Agora pode ser um x mais triste ou mais feliz,

mas seja lá como for, não é mais o mesmo.

E a Matemática não sossega!

Na maioria das vezes o x é isolado,

então volta à sua própria essência

(o x tem sua essência assim como cada homem também).

Se o x se junta a z, já não é mais o mesmo x de quando era sozinho

e nem tampouco o x de xy.

Agora é um novo x.

O xz.

Até que seja novamente isolado

e volte novamente à sua essência de x.

A essência que permanece sempre

e sempre que o x está consigo só,

É irmã da essência que o homem trás dentro de si

e que muda sempre

conforme a Matemática da vida,

ou a Vida da matemática.

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26/05/2009

Sem título 3 XD

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 12:46

Eu sei que blog não é diário, mas me rendo mais uma vez à tentação de me expressar aqui. Sim, este texto deveria ser sobre magia. Mas eu disse que talvez eu mudasse de idéia XD e escrevesse sobre outra coisa. Pois bem, o fato é que eu ainda não sei muito sobre o assunto e não querendo falar bobeira deixo pra falar de magia quando souber um pouco mais.

Ontem indo embora pra casa depois da “aula” me caiu a ficha sobre uma coisa. Estava eu lembrando que hoje teria que dar aulas para as crianças (1 da 1ª série, 2 da 2ª e 1 da 7ª, eu acho – a primeira aula com essa pessoa vai ser daqui a pouco). E digamos que esse não é o tipo de coisa que me deixa muito feliz. Não está muito perto de ser meu hobby ensinar crianças. Mas depois de alguns momentos de martírio pensando em como eu não gosto de fazer isso, me lembrei dos professores da faculdade que não dão muita bola quando a gente precisa deles. E então eu pensei “‘putz’ É fácil ter raiva dos experientes que se negam de certa forma a ajudar na formação dos mais jovens, mas é mais fácil ainda não querer ajudar negar ajuda”. É algo como “É fácil pedir ajuda ao irmão mais velho e não ter paciência com o mais novo”. Só um “irmão do meio” pode entender isso. Depois pensei “É bem incoerente, contraditória (e/ou alguma outra palavra que eu não sei qual é, afinal às vezes pensamos e sentimos coisas que não podemos nomear) essa minha postura de quase detestar ensinar as crianças”.

É estranho tentar explicar o pensamento Oo. Foi difícil escrever sobre esses três (e quatro com o que vem a seguir!)!

Você pode pensar, assim como eu já pensei muitas vezes, “mas as crianças são tão desinteressantes!”. E eu te diria: “Sim meu amigo (a), mas se você for esperar para conversar apenas com quem for interessante, dependendo do caso, pode ser que você passe dias mudo (a).”

Enquanto pensava em todas essas coisas, essas “recentes descobertas”, eu tive a idéia de escrever sobre isso no blog com a intenção de chamar a atenção das pessoas sobre mais esse ponto do nosso cotidiano tão batido.

Só para não perder completamente o costume, fecho meu texto de hoje com um trecho do livro “A bruxa de Portobello” que na minha opinião em algum ponto está relacionadoimages à arte de ensinar, que às vezes acontece de forma tão medíocre.


“E esses culpados, que não dizem seus nomes, será que
têm consciência de seus gestos? Penso que não, porque eles
também são vítimas da realidade que criaram — embora sejam
depressivos, arrogantes, impotentes e poderosos.”

23/05/2009

Um título qualquer

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 20:59

Olá estimado(a) leitor(a). Tenho hoje uma “confissão” a fazer: Sinto que está ficando um pé no saco a minha forma, minha engenhosa forma, de escrever sobre meus sentimentos e pensamentos de forma vaga. Meus primeiros textos podem até terem ficado mais legais, mas o último está muito vazio. Por enquanto chega de falar de nada(!)

Acho que encontrei uma forma própria de escrever, mas sinto que acabei me empolgando um pouco. As críticas não se manifestaram, mas enfim meu senso de auto-crítica “apitou” depois do meu último texto. Penso que saí da minha fase de escrever de forma tão vaga. Assim como os movimentos literários foram mudando ao longo da história, mudo eu também minha escrita (que audácia a minha me comparar aos movimentos literários! hahaha).

O fato é que eu tenho uma queda por reflexões sobre a vida (em especial a minha) que não me deixam em paz. E como a boca fala do que o coração está cheio, como eu não escreveria a partir dos meus questionamentos? Porém eles são de certa forma muito pessoais para serem expostos de maneira direta, por isso é que escrevo “vagamente” (e também porque esse recurso dá um tom mais poético ao texto, além de permitir a possibilidade de o leitor transpor minhas reflexões para sua própria vida).

Na verdade o fato de eu pretender mudar um pouco o estilo dos meus textos aqui também se deve a uma mudança interior. Estou meio que me cansando desse mundo de muitos pensamentos e pouca ação. Sinto que é hora de pôr o pé no chão, ou pelo menos reciclar, renovar, reformular minhas idéias. Mas é claro que às vezes ainda vou escrever do mesmo modo de antes, caso contrário estaria fugindo da minha própria essência.

Pretendo então começar a tratar aqui de assuntos de certa forma mais concretos (talvez não completamente concretos, pois o meu mundo por si só, não é concreto). O primeiro desses meus textos, de acordo com os meus planos será sobre a magia. Assunto esse que muito me fascina, apesar de eu saber muito pouco (mas agora estou para fazer uma pesquisa sobre o assunto porque vou começar a escrever meu tcc, que será relacionado à magia – segundo meus planos, novamente). Sendo assim acho que já sei sobre o que vai ser meu próximo texto, mas isso não é nenhum contrato, talvez eu mude de idéia! hahah

Até o/Z3ee42c

19/05/2009

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 12:38

(Texto escrito ontem à noite…)

HOJE o céu está especialmente bonito. (“Aprendi” com minha melhor amiga de todos os tempos a admirar o céu estrelado. Amiga que muito e muito faz falta.) Mais um dia, em que não cheguei nem perto do limite, chega ao fim. Está tudo bemimagess, mas as idéias que nunca se concretizam não me deixam em paz. E soa mais uma vez aquela velha pergunta (penso que todos os que se conhecem, ou que pelo menos tentam, têm uma velha pergunta).

Não que a minha velha pergunta seja esta, mas qual é o preço da loucura? Quanto custa a aventura? Eis uma pergunta capaz colocar lado a lado os covardes e os sensatos. Pois ambos não saberão a resposta.

Uma pitada de loucura, um grande punhado de imaginação, com um pouco (talvez maior) de sensatez. Essa é a receita para a dúvida, ou a vontade, ou qualquer coisa que exprima um desejo mas não uma realização (pelo menos ainda). O que seria da vida sem um pouco de agitação interior? Um mar sem ondas, que continua sempre o mesmo, parecendo não dizer nada.

Esperei tanto por esse momento (hora de dormir) em que nada mais deve ter importância, e agora que ele chegou perco meu tempo com esses pensamentos que devem não fazer sentido a ninguém além de uma parte de mim (que nem sou eu inteira…)?? Deixo essa parte para lá e a outra , que quer, e gosta de perder os sentidos, entra em cena

17/05/2009

A e à droga de senso comum

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 11:25

Essa não é uma nova ideia. (Aliás que ideia é nova?). Há muito tempo desisti do senso comum. Talvez passe uma boa parte do meu tempo me fingindo de normal perto das pessoas que são normais ou apenas fingem que são. Mas não faria isso para ser aceita. (Qual é o preço da aceitação?) Faria apenas para evitar a fadiga. Nada mais exaustante do que explicar o que me parece tão óbvio. Qual é o problema em ser louco? Um louco pode dizer o que quiser (…)Será que é muito triste ter um pouco mais de liberdade dentro dimagese um sistema tão opressivo?

E daí se de repente eu não quiser manter meu corpo em forma? E se eu quiser comer pão e dormir em seguida? E daí se eu não quiser trabalhar para comprar as coisas que todos compram? E se eu preferir ir à pé ao invés de ir de carro? E se eu preferir o vento ao invés do ar condicionado? E se eu escolher a beleza interior? E se eu decidir não lutar contra as forças da natureza e não usar guarda-chuvas num dia chuvoso? E se eu preferir não ser simpática? E se eu escolher sim, falar com um estranho? E se eu quiser arriscar responder em voz alta a resposta errada? E se eu escrever um texto sem sentido? E se comer quando tiver fome e dormir quando tiver sono e não quando determina o relógio? E se eu quiser sentar no chão?  E se eu escolher a felicidade ao invés do dinheiro? E se eu não quiser beber da mesma fonte?

Tantas opções para as quais o senso comum tem sempre uma resposta na ponta da língua… Pobres inventores de regras tolas, mais pobres ainda os seguidores de tais regras, que gastam suas vidas perseguindo idéias alheias. Como robozinhos recém-saídos de fábrica, marcham no mesmo ritmo usando adornos tão parecidos com os dos outros, e que mudam sempre de época em época. Fica tão difícil escolher um só, já que são tão iguais!

14/05/2009

Amor gera compromisso, e não o contrário

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 16:48

imagesEssa é uma breve reflexão que eu fiz dia 06 de maio. Não parei para pensar se são apenas pensamentos e opiniões, sem muita conexão, que escrevi, apenas escrevi nesse dia, e agora compartilho (depois de pequenas adaptações do texto original) aqui.

Diz uma música (que eu detesto) sucesso do momento: “Ficar sozinho não cola mas amor não se implora”. Apesar de não gostar da música, sou obrigada a concordar com esse fragmento. É exatamente assim. Ôoo coisa triste que é amor implorado!! Me refiro aqui a todos os tipos de amor, entre pais e filhos, entre namorados, amigos, inimigos, etc. Já vi irmã chorando pedindo atenção de outra irmã, já vi casais usarem anel como obrigação de fidelidade (aliança é anel, não é coleira, não é contrato…), já vi namorado fazer drama pelo amor da namorada, já vi mães chantagearem filho para o ter por perto… Ainda bem que esse tipo de coisa não acontece por aqui, né? Porque de onde eu venho, Pindamanhangápio, é cheio desses casos!

Parabéns a todos esses e a tantos outros casos! Conseguiu-se transformar o amor em uma mera e hipócrita obrigação social. Obrigação muito penosa muitas vezes. Ah então é isso? O amor é penoso? Olha, se o seu for, se te for penoso amar, sinto muito te contar uma coisa: Isso não é amor. Pode ser inúmeras outras coisas, mas amor não é.

Quando há amor (e ele é reconhecido) não é preciso pedir pra voltar, não é preciso pedir pra lembrar, não é preciso pedir prova de amor… Não se esquecendo de que me refiro a todas as formas de amar. Um sorriso verdadeiro de uma pessoa amada é capaz de transformar o dia de quem ama.

Nada como voltar por vontade própria e não por obrigação! Antes ter um pássaro que vive em uma gaiola aberta e voa livre, mas volta quando quer, do que ter um pássaro numa gaiola trancada e que vai fugir e nunca mais voltar assim que tiver oportunidade (isso se o pobrezinho ainda souber voar). Há muito o que aprender com o tipo de pássaro que volta para alguém. Pois ele não faz isso porque tem algum tipo de compromisso.

Não é possível perder o que não se tem! Aí está a importância de matar o sentimento de posse em relação à pessoa amada, assim não se sente completamente arrasado (como é na maioria dos casos) se um dia ela partir. As pessoas são livres. Ninguém é obrigado a estar com ninguém.

O amor não começa com a obrigação. Depois de amar alguém se tem um tipo de compromisso com essa pessoa, mas o inverso (depois de estar comprometido com alguém, se ama essa pessoa) não é recíproco.

Não desista!

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 15:08

04/05/2009

1460

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 11:36

imagesNós dois. Penso que ninguém é capaz de entender, visto que às vezes nem eu entendo, e acho que vc também se sente assim. Há mais de 1460 dias penso em você todas as vezes que o sol nasce e/ou se põe.

Já fomos muitos. Talvez com um pouco de audácia, mas afirmo que os atuais são os melhores. Muitas situação nos amadureceram, nos melhorando. Muitas não sei quantas, não faço questão de ficar contando fatos, já que o mais importante não tem unidade de medida: o amor.

Amor que tantas vezes me invadiu me impedindo, sem me dar opções, de sentir solidão. Solidão que tantas e tantas vezes some no abraço. Abraço que conforta, aquece, acalma, faz sonhar e acordar, e faz pensar, por alguns bons momentos, apenas em nós. Nós que por força de uma “amizade colorida” precisamos, numa noite destas –  em que eu não pensei em reparar no céu, porque reparava em você -, ficar bem perto para nos aquecer naquele frio ao ar livre que gelava meu nariz e as minhas orelhas. Orelhas as suas que não puderam captar o som dos sinos – logo acima de nós – naquela noite. Noite em que por instantes ficamos em tão perfeita sincronia que até hoje não sei se aquele beijo durou apenas 10 segundo ou se foi 10 minutos. Minutos que deram início a uma história sem adjetivo próprio. Adjetivo próprio que não faz propriamente falta, já que se me conhece sabe que há coisas que eu sinto que perdem o sentido ao serem explicadas.

Se não tivesses me cativado seria para mim apenas mais um em mais de um milhão e eu seria o mesmo para ti, mas agora que o fizestes, tornou-se único. Isso aprendi na teoria com a raposa dO Pequeno Príncipe e na prática com você. Lembro que antes de eu ter te cativado, você usava uma coisa que eu chamo de carranca, tipo de uma carapaça, de proteção, eu diria. Com o passar do tempo eu descobri que você tinha esse artifício de usar uma carranca de vez em quando, minhas espectativas foram muito bem confirmadas naquela outra noite, naquela esquina – depois de exatamente um, ou dois anos –  em que senti as lágrimas rolarem pela sua face. Agora já tomastes outra forma diante dos meus olhos, já não veste mais um outro rosto quando está ao meu lado, mas sei que ainda o guarda, já te vi usando-o com outras pessoas.

É muito estranho, às vezes tenho necessidade de usar muitas palavras pra falar ou até pensar sobre nós. E parece que as palavras não cessam de vir à cabeça, há muito o que dizer. Outras vezes, é impossível dizer qualquer coisa, parece que o coração não conhece as palavras, não sabe falar, então o “nós” se torna “pronome” sem adjetivo próprio, indiscritível.

A pessoa motivo e inspiração para este texto, quando e SE o ler, terá certeza de que é relacionado a ela o que digo aqui. Fica assim, uma palavra jogada ao acaso – assim como aquele beijo que joguei ao vento pra você e sei que você pegou – como aquelas coisas que você assume pra si mesmo mas o outro não sabe. Talvez eu o conte sobre esse texto, assim como contei que mandaria o beijo. Talvez não.

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