Something about nothing with a little of anything…

04/05/2009

1460

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 11:36

imagesNós dois. Penso que ninguém é capaz de entender, visto que às vezes nem eu entendo, e acho que vc também se sente assim. Há mais de 1460 dias penso em você todas as vezes que o sol nasce e/ou se põe.

Já fomos muitos. Talvez com um pouco de audácia, mas afirmo que os atuais são os melhores. Muitas situação nos amadureceram, nos melhorando. Muitas não sei quantas, não faço questão de ficar contando fatos, já que o mais importante não tem unidade de medida: o amor.

Amor que tantas vezes me invadiu me impedindo, sem me dar opções, de sentir solidão. Solidão que tantas e tantas vezes some no abraço. Abraço que conforta, aquece, acalma, faz sonhar e acordar, e faz pensar, por alguns bons momentos, apenas em nós. Nós que por força de uma “amizade colorida” precisamos, numa noite destas –  em que eu não pensei em reparar no céu, porque reparava em você -, ficar bem perto para nos aquecer naquele frio ao ar livre que gelava meu nariz e as minhas orelhas. Orelhas as suas que não puderam captar o som dos sinos – logo acima de nós – naquela noite. Noite em que por instantes ficamos em tão perfeita sincronia que até hoje não sei se aquele beijo durou apenas 10 segundo ou se foi 10 minutos. Minutos que deram início a uma história sem adjetivo próprio. Adjetivo próprio que não faz propriamente falta, já que se me conhece sabe que há coisas que eu sinto que perdem o sentido ao serem explicadas.

Se não tivesses me cativado seria para mim apenas mais um em mais de um milhão e eu seria o mesmo para ti, mas agora que o fizestes, tornou-se único. Isso aprendi na teoria com a raposa dO Pequeno Príncipe e na prática com você. Lembro que antes de eu ter te cativado, você usava uma coisa que eu chamo de carranca, tipo de uma carapaça, de proteção, eu diria. Com o passar do tempo eu descobri que você tinha esse artifício de usar uma carranca de vez em quando, minhas espectativas foram muito bem confirmadas naquela outra noite, naquela esquina – depois de exatamente um, ou dois anos –  em que senti as lágrimas rolarem pela sua face. Agora já tomastes outra forma diante dos meus olhos, já não veste mais um outro rosto quando está ao meu lado, mas sei que ainda o guarda, já te vi usando-o com outras pessoas.

É muito estranho, às vezes tenho necessidade de usar muitas palavras pra falar ou até pensar sobre nós. E parece que as palavras não cessam de vir à cabeça, há muito o que dizer. Outras vezes, é impossível dizer qualquer coisa, parece que o coração não conhece as palavras, não sabe falar, então o “nós” se torna “pronome” sem adjetivo próprio, indiscritível.

A pessoa motivo e inspiração para este texto, quando e SE o ler, terá certeza de que é relacionado a ela o que digo aqui. Fica assim, uma palavra jogada ao acaso – assim como aquele beijo que joguei ao vento pra você e sei que você pegou – como aquelas coisas que você assume pra si mesmo mas o outro não sabe. Talvez eu o conte sobre esse texto, assim como contei que mandaria o beijo. Talvez não.

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1 Comentário »

  1. ^.^ ficou muito bunito…. muito bunito mesmo…..
    o/ Parabéns

    Comentário por ^.^v — 05/05/2009 @ 10:15 | Responder


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