Something about nothing with a little of anything…

23/05/2009

Um título qualquer

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 20:59

Olá estimado(a) leitor(a). Tenho hoje uma “confissão” a fazer: Sinto que está ficando um pé no saco a minha forma, minha engenhosa forma, de escrever sobre meus sentimentos e pensamentos de forma vaga. Meus primeiros textos podem até terem ficado mais legais, mas o último está muito vazio. Por enquanto chega de falar de nada(!)

Acho que encontrei uma forma própria de escrever, mas sinto que acabei me empolgando um pouco. As críticas não se manifestaram, mas enfim meu senso de auto-crítica “apitou” depois do meu último texto. Penso que saí da minha fase de escrever de forma tão vaga. Assim como os movimentos literários foram mudando ao longo da história, mudo eu também minha escrita (que audácia a minha me comparar aos movimentos literários! hahaha).

O fato é que eu tenho uma queda por reflexões sobre a vida (em especial a minha) que não me deixam em paz. E como a boca fala do que o coração está cheio, como eu não escreveria a partir dos meus questionamentos? Porém eles são de certa forma muito pessoais para serem expostos de maneira direta, por isso é que escrevo “vagamente” (e também porque esse recurso dá um tom mais poético ao texto, além de permitir a possibilidade de o leitor transpor minhas reflexões para sua própria vida).

Na verdade o fato de eu pretender mudar um pouco o estilo dos meus textos aqui também se deve a uma mudança interior. Estou meio que me cansando desse mundo de muitos pensamentos e pouca ação. Sinto que é hora de pôr o pé no chão, ou pelo menos reciclar, renovar, reformular minhas idéias. Mas é claro que às vezes ainda vou escrever do mesmo modo de antes, caso contrário estaria fugindo da minha própria essência.

Pretendo então começar a tratar aqui de assuntos de certa forma mais concretos (talvez não completamente concretos, pois o meu mundo por si só, não é concreto). O primeiro desses meus textos, de acordo com os meus planos será sobre a magia. Assunto esse que muito me fascina, apesar de eu saber muito pouco (mas agora estou para fazer uma pesquisa sobre o assunto porque vou começar a escrever meu tcc, que será relacionado à magia – segundo meus planos, novamente). Sendo assim acho que já sei sobre o que vai ser meu próximo texto, mas isso não é nenhum contrato, talvez eu mude de idéia! hahah

Até o/Z3ee42c

19/05/2009

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 12:38

(Texto escrito ontem à noite…)

HOJE o céu está especialmente bonito. (“Aprendi” com minha melhor amiga de todos os tempos a admirar o céu estrelado. Amiga que muito e muito faz falta.) Mais um dia, em que não cheguei nem perto do limite, chega ao fim. Está tudo bemimagess, mas as idéias que nunca se concretizam não me deixam em paz. E soa mais uma vez aquela velha pergunta (penso que todos os que se conhecem, ou que pelo menos tentam, têm uma velha pergunta).

Não que a minha velha pergunta seja esta, mas qual é o preço da loucura? Quanto custa a aventura? Eis uma pergunta capaz colocar lado a lado os covardes e os sensatos. Pois ambos não saberão a resposta.

Uma pitada de loucura, um grande punhado de imaginação, com um pouco (talvez maior) de sensatez. Essa é a receita para a dúvida, ou a vontade, ou qualquer coisa que exprima um desejo mas não uma realização (pelo menos ainda). O que seria da vida sem um pouco de agitação interior? Um mar sem ondas, que continua sempre o mesmo, parecendo não dizer nada.

Esperei tanto por esse momento (hora de dormir) em que nada mais deve ter importância, e agora que ele chegou perco meu tempo com esses pensamentos que devem não fazer sentido a ninguém além de uma parte de mim (que nem sou eu inteira…)?? Deixo essa parte para lá e a outra , que quer, e gosta de perder os sentidos, entra em cena

17/05/2009

A e à droga de senso comum

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 11:25

Essa não é uma nova ideia. (Aliás que ideia é nova?). Há muito tempo desisti do senso comum. Talvez passe uma boa parte do meu tempo me fingindo de normal perto das pessoas que são normais ou apenas fingem que são. Mas não faria isso para ser aceita. (Qual é o preço da aceitação?) Faria apenas para evitar a fadiga. Nada mais exaustante do que explicar o que me parece tão óbvio. Qual é o problema em ser louco? Um louco pode dizer o que quiser (…)Será que é muito triste ter um pouco mais de liberdade dentro dimagese um sistema tão opressivo?

E daí se de repente eu não quiser manter meu corpo em forma? E se eu quiser comer pão e dormir em seguida? E daí se eu não quiser trabalhar para comprar as coisas que todos compram? E se eu preferir ir à pé ao invés de ir de carro? E se eu preferir o vento ao invés do ar condicionado? E se eu escolher a beleza interior? E se eu decidir não lutar contra as forças da natureza e não usar guarda-chuvas num dia chuvoso? E se eu preferir não ser simpática? E se eu escolher sim, falar com um estranho? E se eu quiser arriscar responder em voz alta a resposta errada? E se eu escrever um texto sem sentido? E se comer quando tiver fome e dormir quando tiver sono e não quando determina o relógio? E se eu quiser sentar no chão?  E se eu escolher a felicidade ao invés do dinheiro? E se eu não quiser beber da mesma fonte?

Tantas opções para as quais o senso comum tem sempre uma resposta na ponta da língua… Pobres inventores de regras tolas, mais pobres ainda os seguidores de tais regras, que gastam suas vidas perseguindo idéias alheias. Como robozinhos recém-saídos de fábrica, marcham no mesmo ritmo usando adornos tão parecidos com os dos outros, e que mudam sempre de época em época. Fica tão difícil escolher um só, já que são tão iguais!

14/05/2009

Amor gera compromisso, e não o contrário

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 16:48

imagesEssa é uma breve reflexão que eu fiz dia 06 de maio. Não parei para pensar se são apenas pensamentos e opiniões, sem muita conexão, que escrevi, apenas escrevi nesse dia, e agora compartilho (depois de pequenas adaptações do texto original) aqui.

Diz uma música (que eu detesto) sucesso do momento: “Ficar sozinho não cola mas amor não se implora”. Apesar de não gostar da música, sou obrigada a concordar com esse fragmento. É exatamente assim. Ôoo coisa triste que é amor implorado!! Me refiro aqui a todos os tipos de amor, entre pais e filhos, entre namorados, amigos, inimigos, etc. Já vi irmã chorando pedindo atenção de outra irmã, já vi casais usarem anel como obrigação de fidelidade (aliança é anel, não é coleira, não é contrato…), já vi namorado fazer drama pelo amor da namorada, já vi mães chantagearem filho para o ter por perto… Ainda bem que esse tipo de coisa não acontece por aqui, né? Porque de onde eu venho, Pindamanhangápio, é cheio desses casos!

Parabéns a todos esses e a tantos outros casos! Conseguiu-se transformar o amor em uma mera e hipócrita obrigação social. Obrigação muito penosa muitas vezes. Ah então é isso? O amor é penoso? Olha, se o seu for, se te for penoso amar, sinto muito te contar uma coisa: Isso não é amor. Pode ser inúmeras outras coisas, mas amor não é.

Quando há amor (e ele é reconhecido) não é preciso pedir pra voltar, não é preciso pedir pra lembrar, não é preciso pedir prova de amor… Não se esquecendo de que me refiro a todas as formas de amar. Um sorriso verdadeiro de uma pessoa amada é capaz de transformar o dia de quem ama.

Nada como voltar por vontade própria e não por obrigação! Antes ter um pássaro que vive em uma gaiola aberta e voa livre, mas volta quando quer, do que ter um pássaro numa gaiola trancada e que vai fugir e nunca mais voltar assim que tiver oportunidade (isso se o pobrezinho ainda souber voar). Há muito o que aprender com o tipo de pássaro que volta para alguém. Pois ele não faz isso porque tem algum tipo de compromisso.

Não é possível perder o que não se tem! Aí está a importância de matar o sentimento de posse em relação à pessoa amada, assim não se sente completamente arrasado (como é na maioria dos casos) se um dia ela partir. As pessoas são livres. Ninguém é obrigado a estar com ninguém.

O amor não começa com a obrigação. Depois de amar alguém se tem um tipo de compromisso com essa pessoa, mas o inverso (depois de estar comprometido com alguém, se ama essa pessoa) não é recíproco.

Não desista!

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 15:08

04/05/2009

1460

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 11:36

imagesNós dois. Penso que ninguém é capaz de entender, visto que às vezes nem eu entendo, e acho que vc também se sente assim. Há mais de 1460 dias penso em você todas as vezes que o sol nasce e/ou se põe.

Já fomos muitos. Talvez com um pouco de audácia, mas afirmo que os atuais são os melhores. Muitas situação nos amadureceram, nos melhorando. Muitas não sei quantas, não faço questão de ficar contando fatos, já que o mais importante não tem unidade de medida: o amor.

Amor que tantas vezes me invadiu me impedindo, sem me dar opções, de sentir solidão. Solidão que tantas e tantas vezes some no abraço. Abraço que conforta, aquece, acalma, faz sonhar e acordar, e faz pensar, por alguns bons momentos, apenas em nós. Nós que por força de uma “amizade colorida” precisamos, numa noite destas –  em que eu não pensei em reparar no céu, porque reparava em você -, ficar bem perto para nos aquecer naquele frio ao ar livre que gelava meu nariz e as minhas orelhas. Orelhas as suas que não puderam captar o som dos sinos – logo acima de nós – naquela noite. Noite em que por instantes ficamos em tão perfeita sincronia que até hoje não sei se aquele beijo durou apenas 10 segundo ou se foi 10 minutos. Minutos que deram início a uma história sem adjetivo próprio. Adjetivo próprio que não faz propriamente falta, já que se me conhece sabe que há coisas que eu sinto que perdem o sentido ao serem explicadas.

Se não tivesses me cativado seria para mim apenas mais um em mais de um milhão e eu seria o mesmo para ti, mas agora que o fizestes, tornou-se único. Isso aprendi na teoria com a raposa dO Pequeno Príncipe e na prática com você. Lembro que antes de eu ter te cativado, você usava uma coisa que eu chamo de carranca, tipo de uma carapaça, de proteção, eu diria. Com o passar do tempo eu descobri que você tinha esse artifício de usar uma carranca de vez em quando, minhas espectativas foram muito bem confirmadas naquela outra noite, naquela esquina – depois de exatamente um, ou dois anos –  em que senti as lágrimas rolarem pela sua face. Agora já tomastes outra forma diante dos meus olhos, já não veste mais um outro rosto quando está ao meu lado, mas sei que ainda o guarda, já te vi usando-o com outras pessoas.

É muito estranho, às vezes tenho necessidade de usar muitas palavras pra falar ou até pensar sobre nós. E parece que as palavras não cessam de vir à cabeça, há muito o que dizer. Outras vezes, é impossível dizer qualquer coisa, parece que o coração não conhece as palavras, não sabe falar, então o “nós” se torna “pronome” sem adjetivo próprio, indiscritível.

A pessoa motivo e inspiração para este texto, quando e SE o ler, terá certeza de que é relacionado a ela o que digo aqui. Fica assim, uma palavra jogada ao acaso – assim como aquele beijo que joguei ao vento pra você e sei que você pegou – como aquelas coisas que você assume pra si mesmo mas o outro não sabe. Talvez eu o conte sobre esse texto, assim como contei que mandaria o beijo. Talvez não.

21/04/2009

Desabafo

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 17:23

Olá de novo pessoal que lê meus textos, hoje estou aqui para um desabafo direto. Me sinto muito inquieta, não só hoje, tenho um “desassossego” natural dentro de mim. Hoje estava pensando em como a juventude é morta, principalmente comparando-se a um tempo atrás. Posso estar errada, não sei, essa é uma idéia que me surgiu a apenas alguns instantes. “Antigamente” (ôôÔ expressão chata) as pessoas iam às ruas, protestavam, sei lá, se mexiam! As crianças brincavam juntas de sei lá o que, de tudo. Mas agora…. a criançada fica na frente da tv e do pc e o mais perto que chegam de alguma aventura é através de um jogo ou um filme ¬¬. Os jovens? Só dormem, bebem, ficam na internet, trabalham (em geral no que não gostam) e “zoam” com o sexo oposto (ou com o mesmo Oo). Não consigo me conformar que a vida passa e a gnt envelhece e acaba não fazendo nada de emocionante… O que mais acaba comigo é não ter o que fazer, não sei você, mas quando fico em casa a toa como muito mais do que necessitaria… e dá o maior tédio…

Eu achava que essa inqueitude interior fosse tempo oscioso,  e talvez seja mesmo… e então antes eu queria muito trabalhar, mas agora já me libertei dessa idéia, não quero mais. O que na verdade é um problema, porque toda fonte de renda que já arrumei até hoje, me parece muito empolgante no começo mas logo vira muito chato e eu já to querendo sair fora…

*.* (suspiro) preciso de algo (que eu goste, é claro) no que me empenhar “/

Vou me então, agora ocupar meu tempo em algo construtivo, não que escrever no blog não o seja hahaha, mas é que já terminei esse post por sinal…

Feito o desabafo, e obrigado a você que leu!

19/04/2009

Mulher de fases…

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 17:56

Às minhas fases…

Complicada e perfeitinha você me apareceu, era tudo o que eu queria…

Complicada? Sim, pelo menos lua3para mim. Perfeitinha? ¬¬ Para mim não, e com certeza para você também não. Mas uma mulher de fases eu sempre fui (mesmo quando, em algumas classificações, ainda era só uma garotinha), e caso mesmo com 18 anos ainda não seja uma mulher, venho me corrigir, dizendo que sempre fui uma GAROTA de fases.

Hoje por acaso me lembrei de uma das minhas fases e em seguida fui me lembrando de muitas outras. A primeira de que lembrei foi quando eu escrevia nos cadernos escolares de baixo para cima (e logo em seguida comecei a escrever também primeiro no “verso” da folha, mas não, eu não imitava os mangás, eu nem os conhecia). Era difícil entender meu caderno, ja que no começo do semestre eu escrevia do jeito convencional…rsrs O que eu pretendia com isso? Nada, só achava mais legal.

Tive também a fase da obsessão por emagrecer. Nessa tive altos e baixos, os altos foram em duas fases: a do exercício físico e da alimentação “controlada”. Quando fazia os exercícios para emagrecer, pulava corda por uma hora, às vezes quase duas, sem interrupção (é claro que cheguei lá aos poucos, porque no começo não tinha resistência). Um pouco adiante fui adicionando as abdominais depois depois do exercício aeróbico, dividia em sessões, quase 100 abdominais. Quando “regulava a alimentação”, no auge da maluquice passei 3 dias seguidos comendo apenas 1 maçã e um prato de salada (¬¬ hj não consigo nem me imaginar fazendo isso de novo), nos dias mais normais, apenas parava de comer às 5 da tarde, não comia doce, reduzia drásticamente as massas, etc. Já nos “baixos” era menos rigorosa, apenas regulando rigorosamente as calorias ingeridas (lendo os rótulos que tudo que tivesse um).

Tive a fase de aprender Inglês, ficava decorando e traduzindo músicas obsessivamente.

Tive a fase de usar roupas rasgadas na escola (hahahahahah não vou nem comentar, mas não se trata da calça rasgada que eu uso às vezes na faculdade, essa calça não é daquela época)

Tive a fase de achar que meus pais não tinham razão em absolutamente nada.

Tive a fase de não ter nenhum amigo.

Tive a fase da farra.

Tive a fase da ótima aluna.

Tive a fase de ter medo da hora de dormir.

Mas tem uma coisa que eu ainda acho que é para sempre: Acho que nunca vou querer ter o cabelo de uma cor só!

hahaha

Você também é composto(a) de fases? (Acho que sim)

16/04/2009

Os olhos não falam (?) Parte II

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 17:11

Não me diga que os olhos não falam. Vai dizer que nunca leu um olhar? É impossível nunca ter sido tocado por um olhar, seja ele desejoso, repreensivo, magoado… O encontro de dois olhos estabelece uma ligação difícil de explicar. “Diz a lenda” que os olhos são as janelas da alma… Já pensou alma olhando diretamente para alma? Como poderia isso ser superficial?

Por que às vezes é tão difícil olhar nos olhos de uma determinada pessoa? Outras vezes é difícil olhar nos olhos de QUALQUER pessoa. É quando fechamos as janelas da alma e não queremos que ninguém a veja no momento. Como se dissessemos algo do tipo “não há vagas” ou “fechado para visitas”… Os olhos são expressivos, falam por si sós. Hoje li na página do orkut de uma pessoa querida por mim a seguinte frase: ” Quem não compreendende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação”. Eis uma frase que fala por si só.

Nas minhas poucas aulas de teatro e muitas outras de tae kwon do, às vezes fazíamos tipo de “treinamentos” com o olhar, que com certeza fazem toda a diferença tanto na hora de uma encenação como na hora do combate.

Repare que pessoas (tanto as que SÃO como as que ESTÃO)  inseguras e/ou com baixa auto estima têm muita dificuldade em olhar nos olhos… Não sei porque… Repare também (esse é um exercício interessante, na minha opinião) nos olhares das pessoas enquanto caminha na rua, poucas olharão fundo nos seus olhos, algumas perceberão que você está as fitando e fitarão de volta, como que aceitando uma certa ligação momentânea e outras fingirão que não viram e logo procurarão outro foco para seus olhares. Isso porque de certa forma, ser “encarado” por alguém desconhecido causa um certo desconforto, assim sendo cada um reage de uma forma e confome seu estado de espírito. Eis mais uma prova de que os olhos de certa forma, têm uma linguagem própria (que talvez só eles mesmos entendam, ou talvez não, nesse caso podemos exercitar nossos olhos para ficarmos mais “poderosos” assim como alguns exercitam seus abdomens para ficarem mais atraentes), caso contrário, todos olhariam do mesmo jeito a todo momento, e não de uma forma completamente particular em cada pessoa e em cada momento…

Agora falta o texto III, para que vocês entendam meu propósito entrando em tamanha contradição, que foi sim, propositalmente!

Não perca no próximo episódio, nesse mesmo blog… rsrsr

\o/

14/04/2009

Você…

Filed under: Uncategorized — Ana Cláudia @ 23:53

De cima do seu salto alto não enxerga as pessoas que andam de tênis.

Com seus assuntos, sempre tão interessantemente vazios, acaba se esquecendo de que o outro também tem vida, consequentemente uma história, e também tem uma boca para falar.

Se sente mais importante porque a mensalidade do seu curso é mais cara.

Você olha tanto para o seu próprio umbigo que acaba não percebendo que o seu vizinho, e o resto do mundo, também têm umbigos, e que provavelmente são parecidíssimos com o seu.

Você cuida tanto de fulana, mas já contou que pensa em beltrana…

Querendo ser autoritária, se esquece de que também teve infância.

Você fala tanto de religião que não tem tempo para praticá-la.

Você usa uma máscara tão espessa na frente de todo mundo, que provavelmente se esquece de esconder suas lágrimas do espelho, quando está sozinho.

Você passa tanto tempo trabalhando para ter bastante dinheiro, que acaba sem tempo para gastá-lo.

Gasta muita vida vivendo mediocremente, sufocando o próprio coração para que não fale mais dos sonhos. Depois diz que não há como mudar sua realidade.

Por outro lado, você, que tem a testa franzida de tão sério, é capaz de acordar no meio da noite e se levantar só para acender um simples fósforo para dissipar minha escuridão (E eu nunca vou esquecer atitudes como essa).

Em contrapartida… Você ocupa tanto sua cabeça com raiva da temporária falta de internet no seu computador, que não percebe que sua mãe está carente da sua atenção.

Se preocupa tanto em comprar as futilidades que recheiam sua bolsa de marca, que acaba não vendo os que nem bolsa (nem barata) têm.

Não percebe que seu diploma está velho, provavelmente já carunchado, e você precisa se reciclar porque o mundo é vivo.

Você passa tanto tempo remoendo suas mágoas que, aliás, já estão fazendo seu 3° aniversário, que não percebe que está causando novas mágoas a outras pessoas.

Você não percebe que seu célebre silêncio apenas denuncia seu desespero.

Não percebe que o modo como repreende incentiva o erro

Você não percebe que seu amor exagerado sufoca, espanta.

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